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terça-feira, 20 de junho de 2017

Poemas e Poesias: PERCURSOS


Poesia alemã no Manjabooki

O espaço Poemas e Poesias de hoje separa um poema alemão de uma escritora pouco conhecida, mas de muita qualidade e profundidade. Falamos de Maria Luise Weissmann.

Maria Luise Weissmann nasceu em Schweinfurt no ano de 1899. Ainda criança, mudou-se para Hof e, em seguida, Nuremberg, onde viveu durante os anos da Primeira Guerra Mundial. Publicou suas primeiras obras em 1918 no jornal Fränkischer Kurier sob o pseudônimo de M. Wels. A partir de então, Weissmann passou a tecer amizades com várias figuras da literatura de seu tempo, como Georg Britting, que publicou alguns de seus poemas no seu jornal expressionista Die Sichel. Nesse mesmo ano também conheceu seu futuro cônjuge, o editor Heinrich F. S. Bachmair.

Em 1919 mudou-se para Munique e passou a trabalhar na livraria recém-fundada Die Bücherkiste. Nessa época, além de se aproximar do budismo, participou da associação literária revolucionária Das Junge Franken. Em 1920 mudou-se para Pasing, logo após a libertação de Bachmair, que estivera preso por um ano e meio por motivos políticos. Os dois casaram-se em 1922, passando a viver nos anos seguintes em Pasing, Dresden e Munique. Naquele ano publicou, na editora de Bachmair, seu primeiro livro: Das frühe Fest. Publicou, em seguida, o ciclo de poemas Robinson (1924), uma série de sonetos sob o título Mit einer kleinen Sammlung von Kakteen (1926), além de traduções de Paul Verlaine (1927) e Pierre Louÿs (1931).

Faleceu repentinamente aos 30 anos, em Munique, em decorrência de uma angina. Vários textos e ensaios foram publicados de maneira póstuma por Bachmair no livro Gesammelte Dichtungen (1932).

PERCURSOS - MARIA LUISE WEISSMANN

Devo seguir, todo o dia, a te procurar,
que o presságio de te circundar me sustenta
com tua segurança, que a luzir me alenta:
um cacto, fulgor de ouro, ave a cantar,

violino e neve, que uma vez te miraram,
bandeiras de brilhantes cidades e o vento.
Acaso morres quando o sol se extingue lento?
É teu o grito dessas crianças que brincaram?

Vagueio nos tufões, pelo cristal do mar,
– um perfume, talvez, traz a tua lembrança –
nas aleias escuras, e a tanto lugar

devo seguir, rindo ou chorando, na esperança,
devo seguir, todo o dia, a te procurar,
nas trilhas da púrpura noite que não cansa.



Fonte: Escamandro

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